Alcaparra






Alcaparra:

Instalado na Praia do Flamengo desde 1992, o restaurante oferece uma variedade de pratos de cozinha internacional com toques brasileiros. O ambiente térreo, dividido em lobby, bar e salão, leva a assinatura do arquiteto Gilles Jacquard, com objetos em linho e madeira de lei, que ganham luz natural vinda das janelas envidraçadas. O menu é eclético e inclui saladas caesar e tropical, codorna com shiitake e nhoque de camarão, além do carro-chefe da casa, o medalhão à Chandon: carne grelhada ao vinho, presunto, ervilhas e cebola com arroz no próprio molho. Para a sobremesa, algumas das opções são a manga flambada e o petit gateau.

Entre os dias 21 de junho a 21 de agosto de 2011, o restaurante oferece o festival de risotos, que inclui oito versões do prato, por um preço único: R$ 43. Entre as opções estão o risoto de polvo, de rabada e de frutos do mar.




Horário de Funcionamento: Diariamente, do meio-dia à 1h
Cartão de crédito: Sim.
Cartão de débito: Sim.
Reserva: Sim.
Tipo de restaurante: Internacional
Estacionamento: Sim.
Manobrista: Sim.



Miniatura AlcaparraPraia do Flamengo, 150 Flamengo Rio de Janeiro - RJ
21  2558-3937 / 2557-7236  
Alcaparra thumbs






Divulgação Alcaparra


Divulgação Alcaparra


Divulgação Alcaparra


Divulgação Alcaparra


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O que mais me chamou a atenção ao adentrar no Alcaparra foi o seu ambiente típico de decorador, um profissional que anda sumido do cenário gastronômico carioca. Hoje, o arquiteto acumula essa função. Na casa do Flamengo — que está completando 18 anos, o que não é pouco para o perfil que tem e para os padrões de sobrevivência dos restaurantes do Rio —, quem cuidou de cada detalhe do salão e do bar foi o francês Gilles Jacquard, decorador, pintor e designer cuja estética imperou nos anos 1990. Eu me senti acolhida e confortável.

Com o cardápio acontece algo semelhante: a seleção de pratos em cartaz remete a sucessos de casas que não existem mais: Le Bec Fin, Monte Carlo, Le Streghe... São receitas até questionáveis — algumas puxadas em molhos e cremes, típicas de uma época em que ninguém temia o colesterol —, mas tão familiares como as paredes revestidas em tecido floral dali. Permanecem firmes e fortes graças a uma leva de garçons que passou por essas cozinhas e hoje toca seus próprios espaços. Caso de D’Amici, Terzetto, Santa Fé e do próprio Alcaparra, entre outros.

A casa do Flamengo nunca foi “linhíssima” de frente, mas tem o mérito de oferecer uma cozinha correta e constante há quase duas décadas. Coisa rara. Tem um almoço como poucos, uma concentração de PIB invejável por conta de sua vizinhança farta em empresas, como a de Eike Batista. Mas fui ali numa noite de casa adoravelmente vazia (e de PIB zero!). Pedimos crepe de salmão fresco com creme azedo (R$ 24,49), salada com camarões, mexilhões e laranja (R$ 33,15), mignonnette com alcaparras e espaguete (R$ 49,63) e peixe com molho de maracujá (R$ 69,98). Nada a reclamar. Talvez das cifras que, assim como nos tempos do Le Bec Fin, são aquecidas em réchaud. A turma aprendeu mesmo a lição.



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