Chez L´Ami Martin



Chez L´Ami Martin:

Do Grupo Pax, o restaurante tem o cardápio inspirado nos bistrôs de bourgeoise parisienses. Além de opções para qualquer hora do dia, surpresas diárias são apresentadas, como se faz na França: no quadro negro, escrito à mão. Carnes e pescados são temperados e assados longamente. Produzidas artesanalmente, as massas são servidas com molho bolonhesa tradicional (ou de tomate assado) e linguiça italiana apimentada. 

Entre as opções de entradas, carpaccios e saladas, além de clássicos, como ovos pochés com presunto.



Cartão de crédito: Sim.
Cartão de débito: Sim.
Manobrista: Sim.
Horário de Funcionamento: Seg a sex, do meio-dia às 16h e das 19h à meia-noite; sáb e dom, do meio-dia à meia-noite



Miniatura Chez L´Ami MartinAvenida General San Martin, 1.227 Leblon Rio de Janeiro - RJ

21  2512-8623  


Divulgação Chez L´Ami Martin


Divulgação Chez L´Ami Martin


Fernando Frazão Chez L´Ami Martin


Divulgação Chez L´Ami Martin




Mostrar mapa ampliado



Sou meio órfã do Clube Chocolate, um dos raros (acho que único) restaurantes montados numa loja (de roupas) que deu
certo por aqui. Mais certo até que a própria loja, que fechou, e tirou Pascal Jolly de cena. Há três meses, o chef voltou à ati-
va: comanda o novo Chez L’Ami Martin (Na casa do amigo Martin), uma brincadeira com a General San Martin, onde funciona, no Leblon. Mas o gracejo não passa daí: o que Jolly está servindo no bistrô é coisa séria.

Conheço o chef de outros carnavais. Precisamente, há 14 carnavais, quando desembarcou no Rio, recém-saído do Plaza Athénée, em Paris, não para sambar, mas para trabalhar no Guimas. De lá para o Clube, foi um pulo. E foi aí que a cozinha de Jolly cresceu. E apareceu. Suas batatas fritas douradas, servidas em taças, com aïoli, fizeram história. E foram largamente copiadas.

O L’Ami não chega a ser uma reedição do Clube, mas há muitos pratos da antiga casa. Além disso, a marca inconfundível da cozinha do chef está presente do começo (as tais batatinhas) ao fim (tem pain perdu, imbatíveis rabanadas com sorbet de morango, creme azedo e frutas vermelhas). A formule du midi (um sauce no nosso almoço executivo) custa R$ 48, com entrada, principal e sobremesa. Bom preço. Mas estive ali para jantar numa noite de casa cheia e preferi explorar o cardápio. Depois das fritas, de pães bárbaros com patê de campagne (com frutas marinadas e chutney de maçã), parti para os principais.

Minhas amigas se dividiram entre crevettes rôtie (risoto perfeito de camarões graúdos, com mascarpone e parmesão, a R$ 62) e bavette hachée (hambúrguer com brie e gruyère derretidos, chutney de manga, mostarda, cebola empanada com a deliciosa farinha de Belém, bacon e fritas, a R$ 32), saboreado sem pão. Elegi o sole limande, linguado assado (assado, que maravilha!) com caviar de berinjelas, aspargos verdes durinhos e, separadamente, um purê levinho de alho-poró, ervas e um pungente cheiro de trufas (R$ 62).

Cozinha certeira, apresentação caprichada, atmosfera alegre, refrigeração ao ponto e, melhor dos melhores, tratamento acústico afiadíssimo. Faltou alguma coisa?



Nenhum comentário :