segunda-feira, outubro 05, 2009

Cais da Ribeira

Cais da Ribeira:

Com uma culinária portuguesa contemporânea, o restaurante tem como carro-chefe o bacalhau à lagareiro (peixe grelhado, assado e levado ao forno com batatinha calabresa e cebolinha). Para a entrada, a casa sugere aneis de salmão defumados com manteiga de trufas e películas de pera.

Situado no Hotel Pestana Rio Atlântica, o restaurante tem cerca de 40 opções de rótulos na carta de vinhos.



Acesso para deficiente: Sim.
Reserva: Sim.
Manobrista: Sim.
Tipo de restaurante: Português
Horário de Funcionamento: Diariamente, do meio-dia às 15h30m e das 19h30m às 23h30m
Cartão de crédito: Sim.
Cartão de débito: Sim.
Estacionamento: Sim.



Miniatura Cais da RibeiraAv. Atlântica, 2.964 Hotel Pestana Rio Atlantica, térreo Copacabana Rio de Janeiro - RJ
reservas@pestanarioatlantica.com.br
21  2548-6332  


Divulgação Cais da Ribeira




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Desde que o Méridien fechou (há dois anos, e continua doendo), um time de profissionais de altíssimo nível ficou à deriva. Muitos foram para o exterior; outros, para longe do Rio; mas alguns, felizmente, acabaram sendo fisgados por hotéis e restaurantes daqui. É o caso do chef Renato Vicente, 20 anos de Méridien, que no ano passado assumiu a cozinha do "portuga" Hotel Pestana e de seu Cais da Ribeira, um dos raros restaurantes de hotel com varanda para a Atlântica (a dica é ficar lá).

A proposta da casa sempre foi a de servir cozinha portuguesa moderna, seja pelas técnicas de preparo, seja pela apresentação dos pratos. Para tanto, trouxeram de Lisboa, na época da abertura, o chef Leonel Pereira, um dos mais ativos defensores da renovação da gastronomia portuguesa. Foi um sucessão. Só que Pereira acabou voltando para a terrinha para comandar os 43 restaurantes da rede Pousadas de Portugal. Fez falta. E só agora foi substituído à altura: o carioca Renato Vicente, apesar da formação e de toda a trajetória francesa, está perfeitamente à vontade com a cozinha de nossos patrícios.

Da sequência dos três pratos salgados do menu-degustação — que custa R$ 150 e tem ainda sobremesa e café com petit fours —, não consigo apontar o melhor: anéis de lagosta e camarões crocantes com crosta de amêndoas e purê de grão-de-bico; pavê de bacalhau cozido em dois tempos e regado com uma emulsão de trufas (sim, trufas); e filé de vitelo ao Alentejo servido com um "sombreiro" (ótima imagem) de foie gras (sim, foie gras). Entre um prato e outro, pães quentinhos chegavam a todo instante.

Pela primeira vez — e mal pude crer — declinei da seleção de doces conventuais e fui de sopa de morango no Porto. Não me arrependi.

Em meio à "selva" que impera pelo calçadão, o Cais é um porto certo e seguro.



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