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Brasil

terça-feira, outubro 20, 2009

Cabidinho

Cabidinho:

Prestando serviços à boemia desde 1965, o pé-sujo de Botafogo foi reinaugurado em abril de 2009, depois de um banho de loja completo. Seu grande trunfo é que nunca fecha as portas, tornando-se opção certeira para os boêmios mais resistentes que gostam de esticar a saideira. O cardápio traz petiscos clássicos, saladas, sopas e até café da manhã. O bar tem ainda 40 opções de sanduíches, grande parte delas servidas no pão de leite. Os mais pedidos, de acordo com a casa, são os de carne-seca com ricota, rosbife, muzarela de búfala e calabresa. Para garantir o chope gelado, o Cabidinho trabalha com uma serpentina de 160 metros, uma das maiores da cidade.



Horário de Funcionamento: Diariamente, 24h
Cartão de crédito: Sim.
Cartão de débito: Sim.
Reserva: Sim.
Delivery: Sim.
Tipo de bar: Bar



Miniatura CabidinhoRua Paulo Barreto, 65 Botafogo Rio de Janeiro - RJ
http://www.botecocabidinho.com.br barcabidinho@gmail.com.br
21  2539-8737 21  2527-2942
Cabidinho thumbs


Divulgação Cabidinho




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Um observador atento, mas apressado, terá a certeza de que o Cabidinho, antigo pé-sujíssimo reinaugurado de roupa nova mês passado em Botafogo, virou filial da rede Belmonte. Afinal, a decoração é igual; os uniformes, idênticos; e o logotipo, primo-irmão. Mas o que parece padronização é só inspiração mesmo. E com algumas exclusividades que fazem do bar, apesar da aparência, um lugar de muita personalidade.

Para começar, ele ressuscita um conceito que parecia esquecido em nossa cidade receosa da violência. Abre 24 horas, sete dias por semana. Só por isso, a boemia inveterada já agradece, compungida. Apesar do cardápio "tem de tudo" — com direito até a uma versão ogra da empada aberta do Belmonte — o Cabidinho também se arrisca com sucesso no campo da sofisticação. Graças ao dedo de Mário de Souza, ex-maitre do Mistura Fina que agora gerencia a casa, é possível tomar sopa de batata-baroa com gorgonzola ou comer berinjela grelhada no azeite a qualquer hora. Mas os boêmios toscos, como eu, preferirão mesmo os sanduíches "tipo trailer", perfeitos para reforçar o café da manhã de quem ainda nem dormiu.

O novo dono, seu João, também anda aberto a outras novidades. A última começou ontem: moça que pedir taça de espumante nacional (R$13) ganha duas. Mas tem que ser mulher. Ou, sei lá, estar vestindo saia.
Visite o blog do Juarez Becoza





Cabidinho - http://www.botecocabidinho.com.br

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quinta-feira, setembro 17, 2009

Adega da Velha

Adega da Velha:

Em um ambiente que prima pela simplicidade, o cliente tem a opção de se acomodar no pequeno salão refrigerado, numa das mesinhas da calçada ou, se preferir, beber seu chope e petiscar de frente para o balcão de aço. A casa é conhecida entre os entusiastas da culinária nordestina e serve pratos típicos da região de seu Francisco, dono do restaurante. Segundo ele, a carne de sol é o destaque da casa, e pode vir acompanhada de baião de dois, aipim frito e queijo coalho derretido. A carne seca acebolada com aipim e a picanha de sol também fazem sucesso entre os clientes. Às sextas e sábados, a adega serve uma farta feijoada.



Tipo de restaurante: Brasileiro
Aceita cheque: Sim.
Cartão de crédito: Sim.
Cartão de débito: Sim.
Delivery: Sim.
Espaço para fumantes: Sim.
Horário de Funcionamento: Diariamente, das 8h à meia-noite
Reserva: Sim.



Miniatura Adega da VelhaRua Paulo Barreto, 25 Lojas A e B Botafogo Rio de Janeiro - RJ

21  2286-2176 21  2539-5047


Cel Lisboa Adega da Velha




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Veja você, caro leitor, o que é a idade chegando. Hoje completo cem mal traçadas colunas neste espaço. E tinha certeza absoluta de que, em uma delas, já registrara a notável Adega da Velha, em Botafogo. Mas, revendo os alfarrábios, descobri que estava enganado. Preciso, então, corrigir a falha, já que trata-se de um lugar que foi  - e continua sendo, na opinião deste colunista - o melhor pé-sujo de comida nordestina da Zona Sul.
Há 15 anos, seu Chico, o dono, transformou a antiga adega portuguesa numa casa cearense, com certeza. Manteve o nome, mas tirou os salames e garrafões de vinho do teto. Trocou-os por cabaças de barro, garrafas de cachaça e folhas de louro, que servem para espantar as moscas e o mau-olhado.
Nas paredes, pôsteres do amado Botafogo, e reproduções de inúmeras reportagens de jornal que exaltam as qualidades do botequim. Mas é no cardápio que reside o maior orgulho da adega: são impressionantes 120 pratos diferentes. Todos elaborados na mesma chapa atrás da caixa registradora, e anunciados pelo badalar de sinos de latão.
As estrelas do menu são bem óbvias, à base de carne de sol, baião de dois, feijã-de-corda e manteiga de garrafa. Mas quem procura com cuidado também acha algumas pérolas, que misturam a sabedoria nordestina com o gosto carioca. Como os sanduíches de filé com queijo coalho e de carne-seca com queijo. Delícias de fazer frente ao Cervantes.



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